Hoje desapeguei de algumas roupas que não me servem mais, com as roupas se foi uma expectativa - por enquanto - de ter aquele corpo de antes, como se “aquele corpo” não fizesse parte deste corpo de agora.
Foi uma despedida num ritual que amo fazer de tempos em tempos.
Fechei os olhos por uns instantes e lembrei do acordo que fiz comigo mesma de respeitar e honrar o processo, as fases, os ciclos.
Ainda que algumas vozes vez ou outra parece me perturbar, eu dou o lugar a elas de relembrar que o processo não é linear.
Exausta de tentar caber onde não caibo mais, não somente nas roupas, mas também dos padrões. Reconhecer que mesmo entregue a uma jornada de autoconhecimento e desconstrução me pego sim numa tentativa frustrante de me encaixar em um número, uma letra, uma marca.
Das vezes que me envergonhei do meu corpo, certamente esqueci que eu sou meu corpo, que com ele expresso quem sou, onde estou.
É assim com este corpo que abraço, acolho, amo, vivo a vida.
Qual história que seu corpo conta?
Roberta Rocha
Psicóloga, Escritora, Facilitadora de encontros de mulheres
Pelo olhar da Rose @amorproprio.retratos ❤️
![](https://static.wixstatic.com/media/538be6_83daf54f47234442b421e8b18fbce64d~mv2.jpg/v1/fill/w_750,h_500,al_c,q_85,enc_avif,quality_auto/538be6_83daf54f47234442b421e8b18fbce64d~mv2.jpg)
Comments